sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Poesia Econômica: Laissez-Faire




Deixe-o ser!
O Capitalismo espera nos degraus da
escada
O globalismo democrático para erguerem
a bandeira
Do livre comércio.
Quem sabe juntos possam se tornar
gigantes liberais...
Em plena fantasia laissez-faire...
E a fé...
Monumentos sendo construídos,
O suor do povo em servidão sendo
empregado
Muitos sonhos sendo destruídos,
E o Capitalismo cada vez mais laissez-faire...
O desaparecimento das raças australóide
e capóide
Não têm nada a ver com a exterminação,
O Capitalismo e a Democracia
encontraram a solução:
Escravizar a humanidade em nome da
Globalização...
Laisse-faire.



Texto Extraído do Livro Liberte Minha Liberdade de
Autoria de Alves Bezerra.

terça-feira, 25 de março de 2014

Serafim sem Asas





Ouve-se a lamúria da mísera criança
Cortar os ares deste silêncio mudo,
Ressoar embalde por imensos infinitos,
Cruzar o mar feito bravo tufão,
Vibrar altivo por este mundo surdo,
A morrer errante no espaço sombrio,
Qual estrela sem vida nem brilho,
A esperar pela cor do remoto futuro.

Meu Deus! Como pode uma criança
Bradar tão forte e altívago nessa terra?
Se os homens só cogitam a guerra
E se esquecem de viver a esperança?

Em seu pensamento - a fé, no peito -
A dor, nas mãozinhas - a nova era.
E a mísera brada ao Senhor:
- Meu Deus! Eu sou escrava da miséria!

(...)


Trecho do poema Serafim sem Asas,
Extraído do livro O Silêncio das Revoluções
de autoria do escritor Alves Bezerra.